Vale do Paraíba (Norte)
A área oriental do Vale do Paraíba também recebeu africanos recém-chegados nos anos 1840/1860, vindos das praias do litoral em longuíssimas caminhadas que cortavam a Serra do Mar. A continuidade da expansão cafeeira na região adensou também a população escrava chegada através do tráfico interno de outras regiões do Rio de Janeiro e do Brasil. A região reunia uma das maiores populações ainda cativas do estado no momento da abolição. Ali, ao lado dos registros de jongos e calangos, as folias negras de reis se destacam. As folias se misturam e se confundem com jongos, caxambus e calangos, ao mesmo tempo tradicionais e modernas, esquecidas e recuperadas ao longo de mais de cem anos de história.
“Segundo relato de Dona Sebastiana II, que preside o grupo de caxambu, em Pádua, a dança é uma “obrigação”, no dia 13 de maio, festejando-se o fim do cativeiro. Antigamente, na véspera da festa, baixava-se um mastro, que o ano inteiro ficava no terreiro de sua casa, e em cuja ponta, figurava uma boneca “muito bem vestida”. No dia 13, uma nova, “ainda mais rica” era colocada na mesma posição, ali devendo permanecer até o ano seguinte. A boneca representava a “rainha” (a Princesa Isabel) em cujo louvor se cantavam os primeiros pontos”) [Vera de Vives. O Homem Fluminense, 1977]
Fizemos entrevistas com foliões e calangueiros, especialmente, no município de Duas Barras.
ContatoMuseu da Folia de ReisPraça Governador Portela, N° 7 – Centro - Duas Barras.Horário de Funcionamento: 2° a 6° das 8h às 17:30h. Sábados, domingos e feriados 12:30 ás 17:30h.
