Skip to content Skip to navigation

Imagens Digitais

Nas pesquisas de campo, antes e no decorrer do projeto, em meio a Jongos, Calangos e Folias, retornava-se freqüentemente ao século XIX. Do litoral Sul Fluminense, ao antigo Vale do Paraíba, histórias se reconstruíram, rememorando os últimos desembarques de africanos no Rio de Janeiro, os "causos" do Tempo do Cativeiro, e as memórias das vidas construídas com as doações de terras e o fim da escravidão. Em todas essas histórias, que na maioria das vezes são lembranças próprias de família, revisitava-se constantemente um tempo: "o tempo dos Breves".

Essas lembranças aparecem na maioria das vezes ligadas a Joaquim e José Breves, a suas fazendas e aos seus escravos. As antigas fazendas da Marambaia e Santa Rita do Bracuí, no litoral Sul-Fluminense e, no antigo Vale, as fazendas da Cachoeirinha, do Pinheiro, agora em ruínas, e o grande reduto de Joaquim Breves, a fazenda de São Joaquim da Grama guardam histórias instigantes contadas, na maior parte das vezes, por descendentes dos últimos escravos que ali viveram.

No litoral Sul, a Ilha de Marambaia e a Comunidade de Santa Rita do Bracuí são reconhecidas hoje pelo Governo Federal, através da Fundação Cultural Palmares, como remanescente de quilombo, de acordo com o artigo 68 da Constituição Federal de 1988. No Vale, a antiga Fazenda da Cachoeirinha dá lugar a historias de doação de terras feita por José Breves, aos "causos" do tempo da escravidão, e à memória familiar dos antigos parentes, que viveram a experiência da escravidão na sua fase final. Já em Pinheiral, onde se localiza a fazenda do Pinheiro, há um grupo de Jongo bastante ativo. Lembra-se que nesse mesmo local, em 1873, o suíço Jean Agassiz visitou o Pinheiro e assistiu uma apresentação dos últimos escravos da fazenda, bastante semelhante ao Jongo. Por fim, a Fazenda da Grama, hoje propriedade particular, salvo a sua grande igreja em ruínas, marca do esquecimento e do isolamento social de uma história, recuperada apenas pela memória.

Para visualizarmos o espaço social das antigas histórias, apresentamos a coleção Aloysio Clemente Breves. Composta por diversos tipos de Imagens, a coleção foi montada e catalogada pelo próprio Aloysio, que nos cedeu muito gentilmente a possibilidade de apresentá-las no nosso espaço de pesquisa. Aloysio que descendente diretamente da linhagem de Joaquim Breves, possuí um rico trabalho sobre sua família, sistematizado e organizado no sitio: www.brevescafe.oi.com.br.
Composta por séries temáticas: Série Retratos; Série Fazendas e Série São João Marcos, essas imagens nos transportam a histórias privadas, às antigas fazendas e à cidade de São João Marcos que, na primeira metade do século XIX, foi reduto dos Souza Breves. A partir delas, esperamos que o público em geral, possa revisitar com maior clareza visual as antigas histórias recuperadas pelas memórias de uma época.

 

A alegria e entusiasmo dos carnavais de rua em Niterói constituem uma das principais narrativas memoriais da cidade, e foi tema de inúmeras entrevistas do arquivo do LABHOI.
Essa coleção de imagens reúne fotografias dos tradicionais carnavais de rua que aconteciam em diversos bairros de Niterói. As fotografias que foram cedidas para essa coleção fazem parte do acervo do Departamento de Documentação e Pesquisa da Fundação de Arte de Niterói (DDP/FAN), com autoria de Manoel Fonseca.

A cidade de Niterói também é sede de diversas escolas de samba. A Acadêmicos do Cubango foi tema de um dos cursos de história oral do LABHOI. A escola de samba tem fortes raízes nas tradições e experiências da população de origem africana da cidade. Foi a que mais títulos ganhou nos antigos desfiles da Avenida Amaral Peixoto e hoje desfila na cidade do Rio de Janeiro.
As fotografias cedidas para essa coleção pertencem ao acervo Marçal Branco, divulgador da Escola.

O conjunto de fotografias que integra essa série são resultados do trabalho de campo realizado pelo fotógrafo e antropólogo Milton Guran em dois momentos. O primeiro balizado entre 1994 e 1998 quando realizou pesquisas sobre os Agudás, conhecidos como os “brasileiros do Benim”, apoiado por fotografias e entrevistas com os descendentes de brasileiros. O segundo momento, em 2010, no âmbito do projeto "Tradições em movimento: imagens e sons luso-brasileiros na África Ocidental", quando fotografou e registrou em vídeo as performances da memória brasileira no Benim.

Ao longo do século XX, a cidade de Niterói foi ponto de chegada do êxodo rural do agro fluminense e recebeu imigrantes das mais diversas origens e nacionalidades. Suas memórias e histórias foram alvo privilegiado de muitos dos cursos de história oral desenvolvidos no LABHOI.
Essa coleção de imagens reúne fotografias que registram o grande número de imigrantes portugueses concentrados no bairro da Ponta d'Areia, em Niterói. As fotografias que foram cedidas para essa coleção fazem parte do acervo do Departamento de Documentação e Pesquisa da Fundação de Arte de Niterói (DDP/FAN), todas elas de autoria de Manoel Fonseca.

A coleção teve como objetivo recuperar as imagens do operariado do Rio de Janeiro nas duas primeiras décadas do século XX. Essa coleção fez parte do projeto integrado “Campo e cidade no complexo regional: Rio de Janeiro e sua área de influência, 1850-1950”, coordenado pela professora Ismênia de Lima Martins, e do subprojeto “Condições de vida do operariado no Rio de Janeiro, 1889-1930”, coordenado também pela professora Ismênia Martins e por Eulália Lobo. Esses projetos, que foram pioneiros na metodologia da História Oral, deram origem ao LABHOI em 1982.
A coleção possui séries de imagens de diversas fontes, como do Arquivo Histórico do Museu Imperial (Petrópolis – RJ); do Arquivo Fotográfico Augusto Malta, presente no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro; e de fotografias da Revista “O Malho”, hoje disponibilizadas no Museu da República. O responsável pela pesquisa iconográfica, reprodução, processamento e montagem dessa coleção foi Antônio Ribeiro de Oliveira Júnior.

Coleção de imagens sobre os operários navais de Niterói, cidade que foi desde o século XIX, cidade portuária e base de importante indústria naval. Os bairros do Barreto e de Portugal Pequeno são locais de inscrição da memória operária da cidade e de suas transformações, tema de muitos dos projetos de pesquisa desenvolvidos pelos alunos dos cursos de história oral do LABHOI.
A coleção se divide em duas séries. A primeira é composta por fotografias cedidas pelo Departamento de Documentação e Pesquisa da Fundação de Arte de Niterói (DDP/FAN). A segunda série é composta por fotografias do livro "Ponta d' Areia – O Berço da Construção Naval", livro com a coordenação editorial de Ricardo O. Oliveira; projeto editorial de Renata de Albuquerque e Ricardo O. Oliveira; pesquisa histórica e iconográfica de Rodrigo Motta; e fotografia de Valdemi Silva, publicado pela Editora Quiron em 2005.

A coleção de imagens do quebra-quebra das barcas, retrata a revolta popular ocorrida na cidade de Niterói em 1959, numa série de 37 fotografias existentes no Arquivo Nacional. As fotos são do acervo do jornal Correio da Manhã, um dos principais órgãos de imprensa de sua época, conhecido pela sua produção fotojornalística.

Coleção de imagens sobre o bairro de São Lourenço em Niterói, bairro que surgiu de uma antiga aldeia indígena que perdurou até o século XIX, e que abriga a Igreja de São Lourenço dos Índios, a qual é a mais antiga do Estado do Rio de Janeiro, erigida em 1627.
A coleção se divide em duas séries. A primeira é composta por fotografias antigas do bairro, cedidas pelo Departamento de Documentação e Pesquisa da Fundação de Arte de Niterói (DDP/FAN). A segunda série é composta por fotografias próprias do LABHOI tiradas durante uma visita ao bairro em 2003, para a realização de entrevistas com moradores, em decorrência do projeto de um curso de História Oral ministrado no mesmo ano na graduação de História da Universidade Federal Fluminense.

O universo da imaginária urbana é diversificado. Aqui encontra-se uma coleção de imagens de esculturas públicas do Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo-se uma série de fotografias atuais e outra de fotografias antigas e de cartões-postais. Essa coleção está em construção.

A rede de pesquisa canadense Escravidão, Memória e Cidadania, junto com o CIRESC Centro Internacional de Pesquisa sobre a Escravidão - Atores, Sistemas, Representações, e o LABHOI Laboratório de História Oral e Imagem - Universidade Federal Fluminense organizam, desde 2008, edições anuais do festival multisituado de filmes de pesquisa sobre escravidão, suas heranças e suas formas de presença na contemporaneidade. A projeção dos filmes selecionados acontece nas seguintes cidades: Paris, Rio de Janeiro, Toronto e Quebec.

Essa galeria de imagens contém tanto as fotos quanto os cartazes das edições passadas do Festival.

 

As fotografias desta coleção fazem parte do acervo familiar de uma família de imigrantes libaneses que chegaram ao Brasil no início do século XX. Esta coleção é formada por 513 fotos, com algumas repetidas, que não foram computadas. Deste conjunto, 225 fotos são de profissionais e 288 de amadores, geralmente o marido de D. Mariana que, além de fotografar, também revelava. Do conjunto de fotos amadoras, 154 foram tiradas e reveladas por ele; o restante, infelizmente, não se pôde reconhecer o autor.
Foram consideradas fotos feitas por profissionais àqueles que possuíam identificação do laboratório ou do fotógrafo, as que acompanharam um padrão de revelação profissional dado, principalmente, pela opção de foto tipo postal ou das fotos 3 x 4 e, por fim, as fotos dos anos 50 que, quando não possuíam a identificação do fotógrafo, foram indicadas pela dona da coleção como sendo feitas por profissionais. Das 513 fotos, foram organizadas duas séries: série A, com 472 fotos, e a série B, com 41 fotos com encarte.

Bibliografia
Mauad, Ana Maria. Sob o signo da Imagem: a fotografia e a produção dos códigos de representação social da classe dominante na primeira metade do século XX, na cidade do Rio de Janeiro. Niterói: Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal Fluminense, Tese de Doutorado, 1990.

Mauad, Ana Maria. "Donos de um certo olhar: fotografia, trajetória familiar e imigração libanesa, na primeira metade do século XX", In: Gomes, Angela de Castro (org.) Imigração e imigrantes no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: 7Letras, 1999.

 

Esta coleção é formada pelas fotografias recolhidas junto aos fotógrafos entrevistados, no âmbito dos projetos sobre memória do fotojornalismo, acrescida de outras representativas da atividade fotojornalística no país durante o século XX.

O objetivo das imagens é o de acompanhar as entrevistas, permitindo a visualização das experiências relatadas pelos fotógrafos.

 

A coleção Memórias do Cativeiro: Imagens compõe-se de três séries de fotografias relacionadas ao Projeto Memórias do Cativeiro. As duas primeiras séries são compostas por fotos dos entrevistados [série 1] e de fotos de fotos de família [série 2] produzidas para a tese de doutoramento em História de Ana Maria Lugão Rios - My Mother was a Slave, not me! Black Pesantry and Local Politics in Southeast Brazil, c. 1870, c. 1940, University of Minnesota, 2001[fotos da pesquisadora];

A terceira série é composta por fotos da Comunidade Negra Rural de São José da Serra [série 3], em Valença, no Rio de Janeiro, cujo relatório de Identificação como remanescente de quilombo para efeitos de aplicação do artigo 68 do Ato as Disposições Constitucionais Transitórias de 1988 foi redigido por Hebe Maria Mattos e Lídia Meirelles, em 1999. As entrevistas de Dona Zeferina e Seu Manoel Seabra, líderes da comunidade, fazem parte do acervo oral Memórias do Cativeiro [fotos Lídia Meirelles e Isabel Castro].

 

Coleção doada por: Syrléa Marques Pereira - Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História / UFF
Uma coleção fotográfica conservada em uma pequena caixa durante anos, que passou de mãe para filha, de avó para neta, de um tempo para outro.
Nela, “vivem” crianças, mulheres e homens retratados em suas melhores poses e roupas. Nela coexistem diferentes mundos, lugares e dois países: o Brasil e a Itália. Olhando-as por alguns minutos quase é possível ouvi-las dizendo: “lembre-se que um dia partimos”, “não esqueça o nosso casamento”, “recorde como era extensa nossa família”, “reveja como nossos negócios prosperaram em terras nos trópicos...”
Essa é a Caixinha de lembranças dos Consani: um conjunto de 49 fotografias em preto-e-branco, que foram datadas e identificadas por mulheres descendentes dos imigrantes italianos. Para análise das imagens, a coleção foi dividida em duas séries, tendo em vista o período retratado e os locais onde a família Consani se encontrava instalada: a série A contém cinco fotos, feitas entre 1889 e 1910 e a série B, possui 44 fotos, tiradas entre 1911 e 1948.

A coleção de fotografias sobre o incêndio do Gran-Circus Norte-Americano, ocorrido no dia 17 de dezembro de 1961, é composta por duas séries:
1ª Série: 37 fotografias do Correio da Manhã, que fazem parte do acervo do Arquivo Nacional, incluindo as fotografias que foram publicadas, ao longo mês seguinte ao incêndio, e as que não foram publicadas.
2ª Série: 26 fotografias publicadas na revista Fatos e Fotos, no dia 30 de dezembro de 1961.

A coleção é composta por mais de dois mil cartões-postais. O conjunto é o resultado da identidade do colecionador como pesquisador da história da arquitetura e da cidade, dedicando-se sobretudo à história de Manaus. Inicialmente, a coleção dedicava-se à imagem de obras arquitetônicas neoclássicas e ecléticas, sendo ampliada e desdobrada em diferentes aspectos da cidade. As imagens reunidas compõem um palco de cenários, adereços e atores de encenações urbanas fixadas nos postais. As imagens são gravuras litográficas ou fotografias colorizadas,

Cartões da Coleção Otoni Mesquita

representando uma diversidade técnica de composição. A coleção enfatiza as representações da cidade como resultado de processos de modernização e embelezamento urbanístico, bem como procura exemplificar os olhares sobre a paisagem urbana e evidenciar elementos da vida urbana como a indumentária.

 

A Universidade Federal Fluminense, através do Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI/UFF) e do Núcleo de Pesquisa em História Cultural (NUPEHC/UFF) desenvolve o projeto Jongos, Calangos e Folias: Memória e Música Negra em comunidades rurais do Rio de Janeiro.Com origem nas lutas dos últimos escravos pela liberdade, jongos, calangos e folias afirmam identidades negras e contribuem para uma luta política mais ampla, hoje visualizada em todo o Brasil, de combate às desigualdades raciais e culturais.O objetivo do projeto é registrar tais manifestações e a história das comunidades que as protagonizam, disponibilizando o material produzido no Acervo UFF Petrobrás Cultural de Memória e Música Negra do LABHOI/UFF, além de produzir material didático e historiográfico, nos termos das Diretrizes para o ensino da História da África e da Cultura Afro-Brasileira. O projeto recebeu patrocínio do Edital Petrobrás Cultural / 2005.

As fotografias dessa coleção de imagens, de autoria de Maria Puppim Buzanovsky, foram feitas na ocasião da visita realizada pela turma da disciplina Vídeo-História, ministrada pela professora Hebe Mattos, em junho de 2011 no Quilombo do Grotão, localizado na Serra da Tiririca/Niterói. Foram realizadas entrevistas com a família Lisboa, que reside no local há mais de 90 anos.
O Quilombo do Grotão é hoje um local de referência para a cultura negra, onde nos finais de semana se realizam rodas de samba e de jongo acompanhadas de uma boa feijoada à lenha.

A coleção de fotografias da coleção Resgate é composta por um conjunto de 236 fotos organizadas em dois álbuns e por mais 22 fotos avulsas que foram mantidas pela família Vallim. Apesar das fotos, em sua maioria, não estarem datadas, alguns indícios, tais como fotógrafos, as opções técnicas e estéticas, a indumentária, as inscrições escritas nas próprias fotos e algumas fotos com data, forneceram elementos para datar a coleção entre 1860-1890.